Quem sou eu

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Pedagoga, casada, 49 anos. Dizem que tenho dom de escritora, poetisa...mas tenho mesmo é paixão pela vida! Defendo aquilo que acredito ainda que para muitos, possa parecer loucura ou utopia. Abomino qualquer forma de preconceito, tenho defeitos como qualquer ser humano e qualidades inigualáveis. Sou romântica, sonhadora, corajosa e por vezes impulsiva! Tenho gana de viver e disposição para aprender. E em meio a tudo que já vivi, tiro conclusões positivas e esclarecedoras para escrever a minha história. Acredito sinceramente que quando queremos muito alguma coisa, o universo conspira a nosso favor! "Seja qual for o seu sonho - comece. Ousadia tem genialidade, poder e magia." (Goethe)... Resolvi criar este Blog para expressar melhor o meu mundo interior, minha visão sonhadora, realista e principalmente particular diante de assuntos diversos, sem me sentir dona da razão, até porque razão nunca foi o meu forte...Eu quero mesmo é ser feliz!!! :) Sejam todos muito bem-vindos ao "Mundo da Lú"!

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

CONHECIMENTO X SABEDORIA



"Para ganhar conhecimento, adicione coisas todos os dias.
 Para ganhar sabedoria, elimine coisas todos os dias."
 Lao-Tsé

Conhecimento e Sabedoria

Dois discípulos procuraram um mestre para saber a diferença entre conhecimento e sabedoria.

O mestre disse-lhes:

- Amanhã, bem cedo, coloquem dentro dos sapatos vinte grãos de milho
dez em cada pé.
Subam, em seguida, o monte que se encontra junto a esta aldeia, até o ponto mais elevado, com os grãos dentro dos sapatos.

No dia seguinte os jovens discípulos começaram a subir o monte. Lá pela metade um deles estava padecendo de grande sofrimento: seus pés estavam doloridos e ele reclamava muito.

O outro subia naturalmente a montanha.

Quando chegaram ao topo, um estava com o semblante marcado pela dor; o outro, sorridente.

Então, o que mais sofrera durante a subida perguntou ao colega:

- Como você conseguiu realizar a tarefa do mestre com alegria, enquanto para mim foi uma verdadeira tortura?

O companheiro respondeu:

- Meu caro colega, ontem à noite cozinhei os vinte grãos de milho!

(Autor Desconhecido)


O conhecimento sempre provém de alguma fonte externa. Absorvemos o conhecimento tal como uma esponja absorve a água. 
A sabedoria provém de nossa fonte interior do ser. É algo intrínseco que vem da síntese amadurecida de nossas vivências e reflexões.



segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

COMO DIZIA MEU PAI...




Fernando SabinoA Volta por Cima" e extraído de "Fernando Sabino - Obra Reunida, Vol. III", Editora Nova Aguilar - Rio de Janeiro, 1996, pág.611.


JÁ SE TORNOU HÁBITO MEU, em meio a uma conversa, preceder algum comentário por uma introdução:

— Como dizia meu pai...

Nem sempre me reporto a algo que ele realmente dizia, sendo apenas uma maneira coloquial de dar ênfase a alguma opinião.

De uns tempos para cá, porém, comecei a perceber que a opinião, sem ser de caso pensado, parece de fato corresponder a alguma coisa que Seu Domingos costumava dizer. Isso significará talvez — Deus queira — insensivelmente vou me tornando com o correr dos anos cada vez mais parecido com ele. Ou, pelo menos, me identificando com a herança espiritual que dele recebi.

Não raro me surpreendo, antes de agir, tentando descobrir como ele agiria em semelhantes circunstâncias, repetindo uma atitude sua, até mesmo esboçando um gesto seu. Ao formular uma idéia, percebo que estou concebendo, para nortear meu pensamento, um princípio que se não foi enunciado por ele, só pode ter sido inspirado por sua presença dentro de mim.

— No fim tudo dá certo...

Ainda ontem eu tranqüilizava um de meus filhos com esta frase, sem reparar que repetia literalmente o que ele costumava dizer, sempre concluindo com olhar travesso:

— Se não deu certo, é porque ainda não chegou no fim.

Gosto de evocar a figura mansa de Seu Domingos, a quem chamávamos paizinho, a subir pausadamente a escada da varanda de nossa casa, todos os dias, ao cair da tarde, egresso do escritório situado no porão. Ou depois do jantar, sentado com minha mãe no sofá de palhinha da varanda, como namorados, trocando notícias do dia. Os filhos guardavam zelosa distância, até que ela ia aos seus afazeres e ele se punha à disposição de cada um, para ouvir nossos problemas e ajudar a resolvê-los. Finda a última audiência, passava a mão no chapéu e na bengala e saía para uma volta, um encontro eventual com algum amigo. Regressava religiosamente uma hora depois, e tendo descido a pé até o centro, subia sempre de bonde. Se acaso ainda estávamos acordados, podíamos contar com o saquinho de balas que o paizinho nunca deixava de trazer.

Costumava se distrair realizando pequenos consertos domésticos: uma bóia de descarga, a bucha de uma torneira, um fusível queimado. Dispunha para isso da necessária habilidade e de uma preciosa caixa de ferramentas em que ninguém mais podia tocar. Aprendi com ele como é indispensável, para a boa ordem da casa, ter à mão pelo menos um alicate e uma chave de fenda. Durante algum tempo andou às voltas com o velho relógio de parede que fora de seu pai, hoje me pertence e amanhã será de meu filho: estava atrasando. Depois de remexer durante vários dias em suas entranhas, deu por findo o trabalho, embora ao remontá-lo houvesse sobrado umas pecinhas, que alegou não fazerem falta. O relógio passou a funcionar sem atrasos, e as batidas a soar em horas desencontradas. Como, aliás, acontece até hoje.

Tinha por hábito emitir um pequeno sopro de assovio, que tanto podia ser indício de paz de espírito como do esforço para controlar a perturbação diante de algum aborrecimento.

— As coisas são como são e não como deviam ser. Ou como gostaríamos que fossem.

Este pronunciamento se fazia ouvir em geral quando diante de uma fatalidade a que não se poderia fugir. Queria dizer que devemos nos conformar com o fato de nossa vontade não poder prevalecer sobre a vontade de Deus - embora jamais fosse assim eloqüente em suas conclusões. Estas quase sempre eram, mesmo, eivadas de certo ceticismo preventivo ante as esperanças vãs:

— O que não tem solução, solucionado está.

E tudo que acontece é bom — talvez não chegasse ao cúmulo do otimismo de afirmar isso, como seu filho Gerson, mas não vacilava em sustentar que toda mudança é para melhor: se mudou, é porque não estava dando certo. E se quiser que mude, não podendo fazer nada para isso, espere, que mudará por si.

Às vezes seus princípios pareciam confundir-se com os da própria sabedoria mineira: esperar pela cor da fumaça, não dar passo maior do que as pernas, dormir no chão para não cair da cama. Os dele eram mais singelos:

— Mais vale um apertinho agora que um apertão o resto da vida.

— Negócio demorado acaba não saindo.

— Dinheiro bom em coisa boa.

— Antes de entrar, veja por onde vai sair.

Um dia me disse, ao me surpreender tentando armar um brinquedo qualquer com mãos desajeitadas:

— Meu filho, tudo que é bem feito se faz com os dedos, não com as mãos.

Tenho tido ocasião ao longo da vida de observar como é procedente este seu ensinamento. A mão é grossa, pesada, insensível. Se não fossem os dedos de nada serviria, a não ser para dar bofetadas. Os dedos são refinados, sensitivos, e a eles devemos tudo o que é bem feito e acabado: do mais requintado trabalho manual às mais complicadas operações, da mais fina sensação do tacto à mais terna das carícias.

— Se o cafezinho foi bom, melhor não aceitar o segundo: será sempre pior que o primeiro.

Como tudo mais nessa vida: uma viagem, uma mulher: não repetir, pois a emoção jamais será a mesma da primeira vez. E não desanimar, pois se nascemos nus e estamos vestidos, já estamos no lucro. Nada neste mundo é cem por cento perfeito. Se contamos com mais de cinqüenta por cento, também já estamos no lucro. Quando conseguimos o que é apenas bom, naturalmente devemos continuar aspirando o melhor, se possível - mas perfeição absoluta, só Deus. E creio que Seu Domingos, homem íntegro, reto e temente a Deus, hoje em Sua companhia, não consideraria sacrilégio comentar, naquele seu jeito ladino:

 — E assim mesmo, olhe lá...

Seus conselhos eram de tamanha simplicidade que tinham a força de provérbios nascidos da voz do povo: nada como um dia depois do outro, um lugar para cada coisa e cada coisa em seu lugar, tudo tem seu tempo. Fosse ele influenciado por leituras piedosas, poderíamos mesmo detectar, aqui e ali, vestígios de inspiração bíblica: tempo de semear, tempo de colher...

— É o que nos acontece.

Há uma diferença sutil entre admitir que as coisas são como são, não como deviam ser, e reconhecer que é o que nos acontece. Aqui, o comentário não pretendia refletir a impossibilidade de modelar (com os dedos) os fatos de acordo com a nossa vontade, mesmo que esta esteja certa. Exprime antes a humilde aceitação da nossa precária condição humana, como frágeis criaturas de Deus. Procura se solidarizar com a desgraça alheia, como a dizer que também estamos sujeitos a ela, somos todos irmãos na mesma atribulação. É o que nos acontece.

Portanto, alegremo-nos! Uma amiga minha, que não o conheceu, busca nele se inspirar quando afirma, sempre que se vê diante de algum contratempo:

— Antes de mais nada, fica estabelecido que ninguém vai tirar o meu bom humor.

Acabei levando esta disposição de minha amiga às últimas conseqüências: o mais importante é não perder a capacidade de rir de mim mesmo. Como Cartola e Carlos Cachaça naquele samba, às vezes dou gargalhadas pensando no meu passado.. . E cada vez acredito mais no ensinamento recebido não sei se de meu pai ou diretamente de Confúcio, segundo o qual há várias maneiras de realizar um desejo, sendo uma delas renunciar a ele. Como adverte outro sábio, se desejamos obstinadamente alguma coisa, é melhor tomar cuidado, porque pode nos suceder a infelicidade de consegui-la.

Tudo isso que de uns tempos para cá vem me vem ocorrendo, às vezes inconscientemente, como legado de meu pai, teve seu coroamento há poucos dias, quando eu ia caminhando distraído pela praia. Revirava na cabeça, não sei a que propósito, uma frase ouvida desde a infância e que fazia parte de sua filosofia: não se deve aumentar a aflição dos aflitos. Esta máxima me conduziu a outra, enunciada por Carlos Drummond de Andrade no filme que fiz sobre ele, a qual certamente Seu Domingos perfilharia: não devemos exigir das pessoas mais do que elas podem dar. De repente fui fulminado por uma verdade tão absoluta que tive de parar, completamente zonzo, fechando os olhos para entender melhor. No entanto era uma verdade evangélica, de clareza cintilante como um raio de sol, cheguei a fazer uma vênia de gratidão a Seu Domingos por me havê-la enviado:

Só há um meio de resolver qualquer problema nosso: é resolver primeiro o do outro.

Com o tempo, a cidade foi tomando conhecimento do seu bom senso, da experiência adquirida ao longo de uma vida sem maiores ambições: Seu Domingos, além de representante de umas firmas inglesas, era procurador de partes — solene designação para uma atividade que hoje talvez fosse referida como a de um despachante. A princípio os amigos, conhecidos, e depois até desconhecidos passaram a procurá-lo para ouvir um conselho ou receber dele uma orientação. Era de se ver a romaria no seu escritório todas as manhãs: um funcionário que dera desfalque, uma mulher abandonada pelo marido, um pai agoniado com problemas do filho — era gente assim que vinha buscar com ele alívio para a sua dúvida, o seu medo, a sua aflição. O próprio Governador, que não o conhecia pessoalmente, certa vez o consultou através de um secretário, sobre questão administrativa que o atormentava. Não se falando nos filhos: mesmo depois de ter saído de casa, mais de uma vez tomei trem ou avião e fui colher uma palavra sua que hoje tanta falta me faz.

Resta apenas evocá-la, como faço agora, para me servir de consolo nas horas más. No momento, ele próprio está aqui a meu lado, com o seu sorriso bom.

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

A MATEMÁTICA DA VIDA


"Na Matemática da vida nem sempre dois e dois são quatro. As vezes nem mesmo multiplicando se chega a este resultado. Ao longo dela adicionamos coisas e pessoas e as subtraímos também. Dividimos experiências para tentarmos chegar a um denominador comum. Deparamos-nos com problemas difíceis de serem solucionados, e nem sempre saímos inteiros deles. 
O conjunto da vida é muito complexo, e o reflexo disso se dá nas nossas funções em forma de erros e acertos. 
Embora busque a razão e o equilíbrio a Matemática da vida também nos permite conhecer teorias que vão muito além do infinito, onde sua racionalidade se confunde por não ser tão exata assim, tornando-a mais humana" (Lú)


Ana Lúcia P.S.Oliveira (O autor é o titular exclusivo dos direitos autorais sobre a sua respectiva obra (Lei nº 9.610/1998, arts. 7º, I; 11; 17 e 18) 

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

INVEJA - O MAL QUE SE ESCONDE






0uça uma coisa rara: "Quando um dos meus amigos tem sucesso, alguma coisa em mim se apaga", disse certa vez Gore Vidal. Ouça outra raridade: "A notícia (da morte de Guimarães Rosa) deu-me um alívio, uma brusca e vil euforia. É fácil admirar, sem ressentimento, um gênio morto", disse Nelson Rodrigues. O que há de raro nessas duas frases, é bom dizer logo, não é o sentimento que as move, mas a confissão do que estão sentindo. Porque, como escreve o jornalista Zuenir Ventura, "o ódio espuma. A preguiça se derrama. A gula engorda. A avareza acumula. A luxúria se oferece. O orgulho brilha. Só a inveja se esconde". 

Ao aceitar a encomenda da editora Objetiva de escrever um livro sobre a inveja, Zuenir se deu conta de que não teria nada a acrescentar num ensaio sobre o tema (já há centenas de títulos sobre esse pecado capital). Se partisse para uma simples reportagem, também não chegaria a lugar algum, já que, com a ajuda do Ibope, descobriu que 73% dos brasileiros sabem muito bem o que é inveja, mas 84% declaram jamais ter cometido o pecado. Resolveu assim fazer um livro "sobre alguém tentando escrever um livro sobre a inveja" - e, ao compartilhar essa aventura com o leitor, Zuenir criou uma obra original, emocionante e invejável. 

Sua primeira missão: ouvir a confissão da inveja. Onde? Em terreiros de umbanda, nos confessionários das igrejas e nos consultórios de psicanalistas. No terreiro de dona Lucinda, Zuenir conhece Kátia, uma morena de parar o trânsito e pivô de um triângulo amoroso que resultará em uma morte - causada, é claro, por inveja. 

A partir do momento em que Kátia entra na história, Mal Secreto envereda para o terreno da investigação policial e, com habilidade, Zuenir mescla reportagem com ficção, deixando o leitor perdido, sem saber onde termina um e começa o outro, mas tendo uma aula sobre a inveja. Uma distinção básica percorre toda a obra, dita de uma maneira ou de outra, pelos diferentes personagens da trama: "Ciúme é querer manter o que se tem; cobiça é querer o que não se tem; inveja é não querer que o outro tenha". 

Sem preconceitos, o autor do best-seller 1968 - O Ano que Não Terminou visita a socialite Vera Loyola, considerada uma rainha entre os novos ricos cariocas e alvo de muita inveja dos não tão mais ricos assim da chamada alta sociedade. E Vera Loyola surpreende Zuenir com uma definição exemplar: "O verdadeiro amigo não é o que é solidário na desgraça, mas o que suporta o seu sucesso." De passagem Zuenir dá crédito a um esclarecimento de Vera: não é verdade a lenda de que ela forra os seus carros com tapetes persas. Pura inveja de seus inimigos. 

No consultório do psicanalista Renato Mezan, em São Paulo, Zuenir esclarece outra questão fundamental: não existe "inveja boa" ou "inveja saudável". "Quando alguém diz 'morro de inveja de sua disposição', pode apostar: ou está sendo hipócrita para esconder a verdadeira e inconfessável fonte de inveja, ou está manifestando admiração, que é o oposto da inveja", escreve Zuenir. 

Ao final de sua aula, o autor de Cidade Partida só não sabe dizer uma coisa: é possível que tenha escrito esse livro para causar inveja? "Em matéria de inveja, todo o cuidado é pouco, as armadilhas estão por toda a parte", diz. A inveja é um perigo.
 

Zuenir Ventura - Jornalista










O SURGIMENTO DOS 7 PECADOS CAPITAIS



Os conceitos incorporados no que se conhece hoje como os sete pecados capitais se trata de uma classificação de condições humanas conhecidas atualmente como vícios que é muito antiga e que precede ao surgimento do cristianismo mas que foi usada mais tarde pelo catolicismo com o intuito de controlar, educar, e proteger os seguidores, de forma a compreender e controlar os instintos básicos do ser humano. O que foi visto como problema de saúde pelos antigos gregos, por exemplo, a depressão (melancolia, outristetia), foi transformado em pecado pelos grandes pensadores da Igreja Católica.
Assim, a Igreja Católica classificou e seleccionou os pecados em dois tipos: os pecados que são perdoáveis sem a necessidade do sacramento da confissão, e os pecados capitais, merecedores de condenação. A partir de inícios do século XIV a popularidade dos sete pecados capitais entre artistas da época resultou numa popularização e mistura com a cultura humana no mundo inteiro.

 

A Gula

É o desejo insaciável, além do necessário, em geral por comida, bebida ou intoxicantes.
Segundo tal visão, esse pecado também está relacionado ao egoísmo humano: querer ter sempre mais e mais, não se contentando com o que já tem, uma forma de cobiça. Ela seria controlada pelo uso da virtude da temperança. Do latim gula

A Avareza

É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.
Na concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados capitais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.
Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro, ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indivíduos, por exemplo. Do latim avaritia

 

A Luxúria

Do latim luxuriae é o desejo passional e egoísta por todo o prazer sensual e material. Também pode ser entendido em seu sentido original: “deixar-se dominar pelas paixões”.
Consiste no apego aos prazeres carnais, corrupção de costumes; sexualidade extrema, lascívia e sensualidade. Do latim luxuria

 

A Ira

A Ira é o intenso e descontrolado sentimento de raiva, ódio, rancor que pode ou não gerar sentimento de vingança. É um sentimento mental que conflita o agente causador da ira e o irado.
A ira torna a pessoa furiosa e descontrolada com o desejo de destruir aquilo que provocou sua ira, que é algo que provoca a pessoa. Segundo a Igreja Católica, a ira não atenta apenas contra os outros, mas pode voltar-se contra aquele que deixa o ódio plantar sementes em seu coração. Seguindo esta linha de raciocínio, o castigo e a execução do causador pertencem a Deus. Do latim ira

 

A Inveja

É considerada pecado porque uma pessoa invejosa ignora suas próprias bênçãos e prioriza o status de outra pessoa no lugar do próprio crescimento espiritual.
É o desejo exagerado por posses, status, habilidades e tudo que outra pessoa tem e consegue. O invejoso ignora tudo o que é e possui para cobiçar o que é do próximo.
A inveja é freqüentemente confundida com o pecado capital da Avareza, um desejo por riqueza material, a qual pode ou não pertencer a outros. A inveja na forma de ciúme é proibida nos Dez Mandamentos da Bíblia. Do latim invidia, que quer dizer olhar com malícia.

 

A Preguiça

A Igreja Católica apresenta a preguiça como um dos sete pecados capitais, caracterizado pela pessoa que vive em estado de falta de capricho, de esmero, de empenho, em negligência, desleixo, morosidade, lentidão e moleza, de causa orgânica ou psíquica, que a leva à inatividade acentuada. Aversão ao trabalho, frequentemente associada ao ócio, vadiagem. Do latim prigritia

 

Soberba ou Vaidade

É associada à orgulho excessivo, arrogância e vaidade. Em paralelo, segundo o filósofo Tomás de Aquino, a soberba era um pecado tão grandioso que era fora de série, devendo ser tratado em separado do resto e merecendo uma atenção especial. Aquino tratava em separado a questão da vaidade, como sendo também um pecado, mas a Igreja Católica decidiu unir a vaidade à soberba, acreditando que neles havia um mesmo componente de vanglória, devendo ser então estudados e tratados conjuntamente. Do latim superbia, vanitas



MAS A DENOMINAÇÃO DE PECADO NÃO PARA POR AÍ...Em função das mudanças ocorridas na sociedade atual, o Vaticano criou, em março de 2008, um conjunto de novos pecados adaptados à era da globalização.



- Experimentos “moralmente dúbios” com células-tronco: a Igreja Católica defende a idéia de que a vida se forma no momento da formação do embrião. Portanto, condena qualquer tipo de pesquisa científica com embriões humanos e células-tronco embrionárias.

- Uso de drogas: as drogas causam dependência física e psicológica nos usuários e prejudicam o funcionamento harmonioso da família. É uma atitude contra a vida humana.

- Poluição do meio ambiente: a poluição do ar, água e solo trazem prejuízos sérios ao meio ambiente e a saúde das pessoas.

- Agravamento da injustiça social: o capitalismo criou, em muitos países, uma má distribuição de renda, deixando à margem da sociedade grande parcela da população (os excluídos sociais).

- Riqueza excessiva: o capitalismo favoreceu a concentração de renda, muitas vezes, de forma excessiva. Algumas pessoas concentram bilhões de dólares, enquanto outros, não têm se quer o que comer.

- Geração de pobreza: a pobreza e a miséria estão espalhadas pelo mundo. Cometem este pecado àqueles que contribuem para a geração destas condições sociais.

- Violações bioéticas como, por exemplo, controle de natalidade: é considerada violação bioética toda atitude que pretende evitar a geração de vida de forma natural (uso de contraceptivos, cirurgias, aborto, inseminação artificial).



Talvez haja apenas um pecado capital: a impaciência. Devido à impaciência, fomos expulsos do Paraíso; devido à impaciência, não podemos voltar.

A religião prestou ao amor um grande serviço, fazendo dele um pecado.

O que nos outros chamamos de pecado, para nós é experiência.

Na minha opinião...

Não há outro pecado além da estupidez humana.

sexta-feira, 3 de fevereiro de 2012

O ECO DA VIDA



Um filho e seu pai caminhavam pelas montanhas.
De repente seu filho cai, se machuca e grita:

- Aaaaaaaii!

Para sua surpresa escuta a voz se repetir, em algum lugar da montanha:

- Aaaaaaaii!

Curioso, pergunta:

- Quem é você ?

Recebe como resposta:

- Quem é você ?

Contrariado, grita:

- Seu covarde!

Escuta como resposta:

- Seu covarde!

Olha para o pai e pergunta aflito:

- O que é isso?

O pai sorri e fala:

- Meu filho preste atenção.

Então o pai grita em direção a montanha:

- Eu admiro você!

A voz responde:

- Eu admiro você!

De novo o homem grita:

- Você é um campeão!

A voz responde:

- Você é um campeão

O menino fica espantado, não entende.

Então o pai explica:
- As pessoas chamam isso de ECO, mas na verdade isso é a vida. Ela lhe dá de volta tudo o que você diz ou faz. Nossa vida é simplesmente o reflexo de nossas ações.

(Autor Desconhecido)


quinta-feira, 2 de fevereiro de 2012

A VERDADEIRA AUTO-AJUDA


De uns tempos para cá, é visível a procura das pessoas por livros de auto-ajuda,  seja nas livrarias, bancas de jornal ou até mesmo em supermercados. Enfim tem sido muito comum, encontrar pessoas comprando os tais livros. Isso se dá por vários fatores como carência, solidão, crises de ansiedade ou ao mal do século intitulado depressão ou a inexplicável síndrome do pânico.  Quero deixar claro que não tenho nada contra, já li vários livros de auto-ajuda e até indicaria alguns, mas esse não é o propósito deste post. Além do mais, se eles não me ajudaram também não atrapalharam e no final das contas, valeu uma pausa para leitura, algumas boas outras nem tanto!
Voltando a questão do aumento na procura desta “ferramenta emocional”, o que mais me preocupa é  perceber que em muitos casos o conteúdo pode mesmo piorar algumas situações. Falo isso, pois a fragilidade e vulnerabilidade de certas pessoas fazem com que elas passem a interpretar os dizeres de certos autores, como uma verdade absoluta e inquestionável.
Mas alguém pode chegar para mim e  perguntar: - Por acaso você sabe o que é chegar ao fundo do poço? Não ter ninguém com quem contar?... - Não! Nunca cheguei ao fundo do poço e isso não significa que eu não tenha caído ou seja melhor do que alguém, apenas acredito em mim, na minha capacidade de parar antes de chegar até ele, caso contrário tenho plena certeza que assim como muitos, também me sentiria perdida.
O que estou tentando dizer é que a ajuda definitiva não será encontrada em nenhum livro, tal qual um passe de mágica. Concordo que em alguns existe um apoio, um alento momentâneo e só! A ajuda definitiva está dentro de nós mesmos, e isso muitas vezes não é percebido ou mesmo entendido, tamanha a fragilidade do momento.
É óbvio que não temos respostas para todos os nossos problemas, mas se passarmos a nos conhecer melhor as soluções aparecerão. O que não podemos é subestimar a nossa inteligência e principalmente a capacidade de renascer das cinzas, tal qual a mitológica Fênix.
Somos sim portadores de muitas deficiências emocionais, mas também possuímos uma força interior incomparável que necessita ser trabalhada e compreendida e isso não está escrito em lugar nenhum, está guardado dentro de nós. 
Precisamos urgentemente, parar, respirar fundo e viajar para dentro de nós mesmos sem que isso signifique introspecção, mas a real busca pelo conhecimento. Desta maneira conseguiremos descobrir, qual a leitura que necessitamos se é que necessitamos de alguma? Você pode ler um Best Sellers da auto-ajuda,  ganhador de inúmeros prêmios, mas lembre-se que ninguém nos conhece melhor do que nós mesmos!
Aí vocês voltam a me perguntar: E o tal poço? E eu lhes respondo:
- Nas inúmeras quedas fui aprendendo a “cimentá-lo” com uma habilidade resgatada na minha viagem interior, a coragem. Hoje não existe mais nenhum poço, e eu consigo andar sobre ele. E tenho total certeza que você também consegue...Boa Viagem! (Lú Soares) 


Ana Lúcia P.S.Oliveira (O autor é o titular exclusivo dos direitos autorais sobre a sua respectiva obra (Lei nº 9.610/1998, arts. 7º, I; 11; 17 e 18) 




Coragem é a resistência ao medo, domínio do medo, e não a ausência do medo.
(Mark Twain)

* O termo auto-ajuda pode ser referir a qualquer caso onde um indivíduo ou um grupo (como um grupo de apoio) procura se aprimorar econômica, espiritual, intelectual ou emocionalmente. O termo costuma ser aplicado como uma panacéia em educação, negócios e psicologia, propagandeada através do lucrativo ramo editorial de livros sobre o assunto. A publicação de livros de auto-ajuda surgiu da descentralização da ideologia, do crescimento da indústria editorial usando novas e melhores tecnologias de impressão e no auge do crescimento, com as novas ciências psicológicas sendo difundidas.